Acho que já partilhei várias vezes a minha paixão pela BIBA, que finalmente decidi fazer um post dedicado a ela. Mas então, o que é a BIBA?
Qualquer pessoa que estude moda, ou tenha interesse na área e tenha um pingo de bom gosto conhece o fenómeno BIBA, e é difícil não se deixar levar por ele, mesmo vivendo no agora.
BIBA nasceu em 1964 em Kensington (Londres) pela mão de Barbara Hulanicki. No inicio era apenas uma botique de venda postal, roupa diferente, numa década cheia de cor e novas formas, mas rapidamente entrou nas bocas do mundo. Era nova, era fresh, era funky, era diferente (e com um toque vintage!). A primeira peça da marca a ser vendida pelo jornal Daily Express vendeu 200 unidades (numa época em que a produção massiva de roupas era ainda crescente, é um excelente número!), mas a publicidade nos jornais não era suficiente. Até que em 1964 um vestido com padrão gingham rosa e com lencinho para a cabeça a condizer fez sucesso nas páginas do Daily Mirror, e apartir daí, BIBA andou nas bocas do mundo.
A sua criadora inspirava-se nas antigas divas de Hollywood, no Art Deco e na Art Nouveau, criando algo totalmente novo, e quebrando a estética dos anos 60 (dentro daquela paleta de cores elegres) A paleta de cor da BIBA era mais escura, dentro dos neutros, dos pretos, dos acastanhados e curiosamente, parecia fazer a delicia dos mais jovens, pois era também uma marca acessível e fabricada em Inglaterra, por um grego, Theo Savva.
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O vestido que pôs BIBA nas bocas de Londres!
A 19 de Setembro de 1975 BIBA fechou portas. A incompatibilidade de gerir a marca (pela Dorothy Perkins) gerou uma série de problemas, que fez com que Barbara saísse da empresa. A marca foi relançada vezes sem conta durante as ultimas décadas, mas nunca conseguiu atingir o mesmo espírito BIBA dos anos 70.
Há tanto mais para dizer sobre a BIBA. Mas o post já está a ficar grande (eu sinceramente devia dedicar-me ao blog como muitas que aí andam fazem: publicidade, press releases a torto e a direito, sem originalidade nenhuma e com uma legião de fãs incrível - não percebo as pessoas.) Mas fico-me por aqui sobre o assunto. :)
Para saberem mais sobre a BIBA:
Kasia Charko - Blog de uma das ilustradoras da marca
BIBA store online
Victoria and Albert Museum
A MEGA colecção de maquilhage original BIBA da Lisa Eldridge
Tutorial da Lisa Eldridge a usar maquilhagem ORIGINAL BIBA
Tutorial da lisa Eldridge a usar maquilhagem ORIGINAL BIBA 2 (a sério, vejam a pigmentação e intensidade das mesmas! já não se faz NADA assim!)
BIBA nasceu em 1964 em Kensington (Londres) pela mão de Barbara Hulanicki. No inicio era apenas uma botique de venda postal, roupa diferente, numa década cheia de cor e novas formas, mas rapidamente entrou nas bocas do mundo. Era nova, era fresh, era funky, era diferente (e com um toque vintage!). A primeira peça da marca a ser vendida pelo jornal Daily Express vendeu 200 unidades (numa época em que a produção massiva de roupas era ainda crescente, é um excelente número!), mas a publicidade nos jornais não era suficiente. Até que em 1964 um vestido com padrão gingham rosa e com lencinho para a cabeça a condizer fez sucesso nas páginas do Daily Mirror, e apartir daí, BIBA andou nas bocas do mundo.
A sua criadora inspirava-se nas antigas divas de Hollywood, no Art Deco e na Art Nouveau, criando algo totalmente novo, e quebrando a estética dos anos 60 (dentro daquela paleta de cores elegres) A paleta de cor da BIBA era mais escura, dentro dos neutros, dos pretos, dos acastanhados e curiosamente, parecia fazer a delicia dos mais jovens, pois era também uma marca acessível e fabricada em Inglaterra, por um grego, Theo Savva.
A mulher por trás da marca. Barbara Hulanicki com o seu look anos 20: bob, sobrancelhas finas e caídas, assim como os olhos.
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O vestido que pôs BIBA nas bocas de Londres!
BIBA Botique em 1964. Foto de Philip Townsend
O boom BIBA permitiu à marca mudar-se em 1974 para o edifício Derry &Toms! Foi possível expandir a marca BIBA para além da roupa de mulher. Vendiam-se papeis de parede, jogos de cama, comida, cosmética, e tinha até um restaurante! BIBA não era apenas roupa, era agora um lifestyle que todos queriam viver. Novos, velhos, com mais ou menos dinheiro.
Baked beans BIBA!!!
Twiggy (ainda com o cabelo comprido!) a pousar para BIBA. (adorooo o turbante!)
Em 1966 Barbara já tinha mostrado o seu desejo de expandir-se para o campo da maquilhagem, como a sua colega Mary Quant fizera. Assim, a linha de cosméticos BIBA foi lançada em 1970 numa tea-party com direito a um bolo gigante da figura de Mae West!
A paleta de cores era simplesmente BIBA. Castanhos escuros, tons ameixa e amora, pretos, dourados, prateados, vermelhos. Estas cores iam contra o que se usava na altura, os rosas, os corais. Barbara queria ainda ter lançado uma base liquida verde (que acabou por não acontecer!). As bases BIBA não tinham subtons cor de rosa, eram todas amarelas (conseguem imaginar??).
"We had found a factory near East Grinstead that produced cosmetics for all the big brands. When I showed them the colours we wanted for our lipsticks and nail varnish and eye colours, the managers didn’t seem to take us seriously. On the other hand, the girls in the laboratory were terribly excited and couldn’t wait to formulate something different from the usual corals and bright pinks. They stayed up all night and mixed our first ever brown lipstick, which sold out in the first half hour” (do livro From A to BIBA)
Este novo visual psicadelico-gothesque misturado com um sentimento vintage foi o que ditou o sucesso da sua linha de cosméticos. Lábios azuis metálicos, pestanas falsas, blushes bordeaux (ou verdes!!), e cores de sombras metálicas e intensas, como nunca antes se tinha visto. BIBA criou uma nova imagem para a mulher, as chamadas BIBA-girl, que ela afirmava serem "postwar babies who had been deprived of nourishing protein in childhood and grew up into beautiful skinny people: a designer's dream. It didn’t take much for them to look outstanding." (wikipedia)
As embalagens eram também o espelho deste gosto quase pós-apocalíptico. Embalagens planas, pretas de plástico rijo, com o logo da marca em detalhes dourados. Do mais elegante que já vi.
Os stands de venda eram pretos, com detalhes dourados art deco, e de uma elegância extrema. As empregadas encorajavam a mulher a experimentar sempre antes de comprar (que pensamento à frente, não é?).
Em 1971 a linha de cosmeticos já se encontravas em Paris, Itália, Estados Unidos e até no Japão, e foi sem dúvida, a linha com maior sucesso dentro da marca.
E um ano mais tarde, BIBA criou a primeira linha especializada para mulheres negras!
Nada melhor que algumas (muitas) imagens para descrever este sentimento BIBA que é tão estranho hoje em dia. Enjoy! ;)
Os nomes das cores BIBA 1973. Dá para imaginar como seriam cada uma delas, não dá? :)
Sarah Moon para a VOGUE em 1972
BIBA cosmetics. Look at these colorsssssss!!
BIBA Loose Powder
BIBA powder tint set
Stand cosméticos.
Lápis BIBA.
Shampoo alecrim BIBA.
Removedor de verniz.
BIBA makeup look, ilustrado por Kasia Charko
BIBA paintbox, ilustrado por Kasia Charko
A 19 de Setembro de 1975 BIBA fechou portas. A incompatibilidade de gerir a marca (pela Dorothy Perkins) gerou uma série de problemas, que fez com que Barbara saísse da empresa. A marca foi relançada vezes sem conta durante as ultimas décadas, mas nunca conseguiu atingir o mesmo espírito BIBA dos anos 70.
Há tanto mais para dizer sobre a BIBA. Mas o post já está a ficar grande (eu sinceramente devia dedicar-me ao blog como muitas que aí andam fazem: publicidade, press releases a torto e a direito, sem originalidade nenhuma e com uma legião de fãs incrível - não percebo as pessoas.) Mas fico-me por aqui sobre o assunto. :)
Para saberem mais sobre a BIBA:
Kasia Charko - Blog de uma das ilustradoras da marca
BIBA store online
Victoria and Albert Museum
A MEGA colecção de maquilhage original BIBA da Lisa Eldridge
Tutorial da Lisa Eldridge a usar maquilhagem ORIGINAL BIBA
Tutorial da lisa Eldridge a usar maquilhagem ORIGINAL BIBA 2 (a sério, vejam a pigmentação e intensidade das mesmas! já não se faz NADA assim!)
(este post foi baseado no meu livro The BIBA Experience, de Alwyn Turner, um pedaço de céu indispensável para qualquer amante da história desta ilustre marca!)
